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segunda-feira, 1 de junho de 2020

As dificuldades do professor durante a Pandemia


Sou pedagoga, professora da Educação Infantil e fundamental na rede pública. A sala de aula, aquela experiência, o contato com as crianças é a melhor sensação que existe. 
Eles precisam do nosso abraço e do aconchego que só o professor sabe dar. 

Imagem da autora

Porém nesses tempos de CORONAVÍRUS tudo precisou ser mudado, e me peguei fazendo várias interrogações. Será que vou conseguir me adaptar a essas aulas remotas? E as crianças vão gostar? Como elas irão reagir? Entre muitas outras indagações. Para mim não foi e nem está sendo fácil, pois sempre tive muita dificuldade até de tirar uma foto, imagine gravar vídeos diários e fazer aulas online, tudo isso de forma lúdica e dinâmica?! Nesse momento percebi a importância de me reinventar, principalmente quanto à tecnologia. Dedicamo-nos muito a conteúdos específicos e a prática diária, e acabamos por esquecer que vivemos a Revolução Tecnológica, e isso exige de nós uma imensa atualização. 

Trabalho em duas escolas, uma pública e uma particular, e acreditem, são dois mundos completamente diferentes. Em uma tudo é mais simples, todos têm acesso à internet, computador, tablet ou celular. Na outra, muitos nem se quer têm um celular. Então me peguei pensando, o que vou fazer para que esses alunos tenham acesso a algum conteúdo? Entrei em contato com os pais, alguns se interessaram em pelo menos mantermos contato pelo whatsapp, outros não, o que é totalmente compreensível na realidade deles, pois eles estão preocupados em levar o alimento para casa, não estão com cabeça para estar assistindo vídeos e tampouco fazendo atividades, então envio algumas atividades para a escola e os pais vão lá e pegam. Tenho muitos alunos que só tinham uma alimentação por dia, e era na escola, e mesmo diante da situação que estamos vivendo, a escola ainda abre em um horário para que essas crianças possam se alimentar. 

De repente nos pegamos nessa situação, falo por mim, não está sendo fácil. É muito cansativo, faço tudo que posso para que os conteúdos e as atividades sejam suficientes para que eles possam de alguma forma ter subsídio para construção de conhecimento, mas fico muito preocupada porque sei que meus alunos precisam muito de mim, do meu auxílio. Esse ano aceitei ficar com uma turma de 3° ano do ensino fundamental menor com 32 alunos, e acredite só duas crianças sabem ler. Depois da avaliação diagnóstica e de verificar tal situação tinha feito vários planos e projetos para conseguir alfabetizá-los e estava realizando a tarefa com êxito, e quando menos esperávamos acontece tudo isso. Em minha opinião essas aulas remotas não ajudam muito, é apenas um auxílio, principalmente no caso dos meus alunos que nem ler sabem, e seus pais também não sabem, muitos recorrem a vizinhos ou aos irmãos para ajudá-los nas atividades. 

Escolhemos esta profissão por amor, por acreditar na sua função social. No entanto, ser professor no Brasil é um desafio que precisamos vencer todos os dias. Amamos ensinar, amamos nossos alunos e ficamos realizados com suas conquistas. Tudo que planejamos é para seu crescimento pessoal e intelectual. Acredito que quando tudo isso passar nós também vamos dar mais valor a nossa rotina, que apesar de cansativa é muito gratificante. Durante esse tempo estou buscando novos cursos e novas possibilidades para me atualizar, buscando sempre o melhor para meus alunos. 

Maria Andresa Félix da Silva 
Pedagoga 
Cursando Especialização em Psicopedagogia 
Professora da Educação infantil e Ensino fundamental I da Rede pública e privada


quinta-feira, 21 de maio de 2020

Experiências e reflexões sobre a prática docente durante o isolamento social


Imagem disponível no Google

Bom, diante de tantos desafios educacionais, políticos e sociais que estamos passando, por onde começar?
Eu sou Fernanda, consultora educacional na Paraíba de uma editora, na qual atuo em um projeto de uso das tecnologias na educação. Imaginem essa atuação durante a conjuntura atual!
Se antes a tecnologia era um complemento na Educação Básica – muitas vezes pouco utilizada em sala de aula – hoje ela se torna basilar. Sem as plataformas e ferramentas virtuais, as instituições de ensino estariam de mãos atadas para a continuidade do ano letivo.
Além da profissão atual, sou ex-professora de história de uma escola particular – se é que existe esse “ex-professora”. Nesse caso, consigo analisar os dois lados da moeda: o lado da professora sem formação específica para esse momento, bastante angustiada com a enxurrada de desafios e cobranças para sua prática docente; e, ainda, o lado da consultora educacional em tecnologia que incentiva esse ensino mais dinâmico na era digital e a maior autonomia docente no uso dessas ferramentas, principalmente agora!
O que posso compartilhar a partir dessa conjuntura atual é que o trabalho redobrou ou até triplicou, assim como a maioria dos atores sociais da educação. Estou apoiando e dando suporte pedagógico às coordenações e docentes de diversas escolas particulares paraibanas, de João Pessoa até São José de Piranhas.
Faço formações online sobre o uso dessas tecnologias, crio tutoriais didáticos, auxilio nas dúvidas via whatsapp, sistematizo estratégias de organização do trabalho docente, alinho ações junto à coordenação, entre outros. No geral, todos sentimos e partilhamos das mesmas coisas: insegurança, muitos desafios, cansaço físico e mental, mas também muita vontade de fazer dar certo.
Muitos dos(as) docentes, por exemplo, não têm domínio básico de tecnologia e agora são desafiados(as) a ministrarem e gravarem aulas online, dominarem plataformas digitais para atividades, lidar com a cobrança da escola e dos pais nesse momento conturbado, entre outros desafios. Tudo isso me faz pensar a situação da educação pública e como a conjuntura deve ser ainda mais complexa como menos apoio e instrumentos necessários (como normalmente é).
Já no meu dia-dia, ouço de modo recorrente desabafos como: “Fernanda, não consigo entrar na plataforma, estou desesperada”; “Já tentei de tudo e não consigo compartilhar minhas aulas. Por favor, me ajude”; “Meu acesso está com problemas, já desliguei, reiniciei e não abre”; “Não consigo inserir as atividades, estou perdendo noites de sono pela angústia”; e em tom de brincadeira, “Depois dessas aulas vamos precisar de um cardiologista”.  Um dia desses um pai do aluno invadiu uma aula online e criticou a professora em relação à organização da agenda virtual na frente de todos os alunos e sem razão, pois nem ele mesmo dominava a plataforma estando confuso com as informações.
Acredito que precisamos ter muita sabedoria e calma nesse momento. Tudo é novo, desafiador e “fora da caixinha” para todos. Estamos aprendendo dentro do processo e reafirmo a necessidade de maior empatia (termo muito usado atualmente no discurso e pouco na prática).
Em resumo, nesses primeiros meses, refleti muitos sobre diversos aspectos: que formação e valorização docente estamos proporcionando para os professores e professoras lidarem com todos esses desafios? Que empatia estamos desenvolvendo em relação aos profissionais da educação nessa nova fase? Será que educação está obtendo um foco apenas transmissor de conteúdo sem preocupação com a formação real dos estudantes? Até que ponto esse contexto dificulta o acesso democrático ao conhecimento, tendo em vista o maior acesso das escolas particulares?
São tempos difíceis, de ressignificações, de reflexões e também de novas práticas. Nosso olhar está atento a essas mudanças que são relevantes para repensarmos muitos aspectos, incluindo nosso modelo de educação e sociedade.

Fernanda Gomides

Sou Fernanda Gomides, consultora educacional da Editora Moderna na Paraíba, formada em Licenciatura em História pela UFPB e Doutoranda em Educação na linha de Políticas Educacionais (PPGE/UFPB). Tenho experiência como professora de História da Educação Básica, assim como Professora Substituta no Centro de Educação da UFPB, na Educação de Jovens e Adultos pelo PROJOVEM e como formadora de professores da EJA do município de João Pessoa.

domingo, 17 de maio de 2020

Os desafios da "matemática nas aulas de Acesso Remoto. Entrevista com a Professora Sandra Maria Diniz Silva

Seu nome completo, formação e experiência:

Sandra Maria Diniz Silva, licenciada em matemática pela UFCG (2016) e especialista em Ensino da Matemática pela Faveni (2018). Participei de programa de educação tutorial (PET – matemática) durante a universidade e diversos eventos acadêmicos. Atuei como chefe de sala na aplicação do Enem nos anos de 2013, 2014, 2015 e 2016, e como certificadora do exame em 2017, 2018 e 2019. Em 2017 fui nomeada como professora, por meio de concurso público, no estado de Pernambuco lecionando na cidade de Camutanga na Escola de Referência em Ensino Médio Pedro Tavares e atualmente sou professora do estado da Paraíba, também por meio de concurso público, nomeada neste ano de 2020, lecionando na Escola Integral Cidadã Teonas da Cunha Cavalcanti. Diante do cenário que nos encontramos nesta pandemia, fui contratada como bolsista, por meio de seleção, para atuar como tutora do curso de ensino em regime especial à distância oferecido pela SEECT- PB em parceria com a PbTec.

Com essa nova realidade advinda do Isolamento social, quarentena... como foi para você o processo de mudança do ensino presencial ao acesso remoto?

Sem dúvidas, um grande desafio! Como muitos especialistas da área afirmam, nada substitui a presença física do professor na sala de aula com os estudantes. Não sinto muita dificuldade com ensino remoto, porém traz um distanciamento entre o professor e os estudantes. Sem falar no grande trabalho de preparar atividades de fácil compreensão, uma vez que não estamos perto para sanar as dúvidas.

Você já tinha habilidade com informática e as tecnologias digitais, e utilizava em sua atividade escolar, como?

Já sim, sempre fui a favor e amante da tecnologia em minhas aulas apesar das várias dificuldades encontradas na caminhada. Na maioria das vezes, utilizo slides em data show para expor conteúdo, atividades, vídeos, assim como softwares que auxiliam nas diversas explicações que muitas vezes não alcançamos sem essa ajuda.

Como  está sendo a experiência de "ensinar matemática" sem o contato presencial?

Como já dizia Lorenzato (2006), os materiais não ensinam sozinho nem substitui o professor. As ferramentas tecnologias são extremamente úteis neste cenário mas sinto muita falta da acessibilidade de todos os estudantes e isso se torna um desafio muito grande em se tratando de despertar o interesse dos estudantes nesta disciplina que é tão temida.

Acho necessário um contato presencial para fixar melhor a aprendizagem.

Quais são as estratégias utilizadas neste novo formato para trabalhar com ciência exata?

Tento ao máximo diferenciar as atividades, disponibilizo vídeos, testes virtuais, atividades de pesquisa com apresentações virtuais, atividades manuais como confecção de materiais, dentre outros.

Quais plataformas você usa?

Atualmente estou utilizando o GoogleClassrom devido a parceria com a SEECT- Pb.

Quais são as suas maiores dificuldades?

Preparar atividades que sejam de fácil compreensão aos estudantes e ao mesmo tempo se adeque aos eixos propostos pela secretaria de educação. Despertar o interesse do estudante que está na sua residência, muitas vezes sem recursos ou espaço para realizar essas atividades.

Quantas horas você trabalhava antes e quantas horas você trabalha hoje?

Como leciono em Escola Cidadã Integral, a jornada de trabalho permanece a mesma de 40h na semana ou 8h no dia. Sem falar, que os estudantes querem tirar dúvidas a qualquer hora do dia.

Você está conseguindo conciliar trabalho e vida pessoal? 

Sim, evito trabalhar nos finais de semana como já fazia antes. Mas durante a semana trabalho como se fosse na escola.

Quais são as maiores dificuldades dos seus alunos?

Acessar a plataforma, pois não tinham - em sua maioria - experiência, e entender a atividade proposta mesmo diante de todas as explicações contidas nela.

Quais são as vantagens e desvantagens do acesso remoto?

As vantagens é que os estudantes podem realizar atividades em casa, deixando o ócio de lado e mantendo o vínculo com a escola.

As desvantagens são que nem todos tem acesso a ferramentas tecnológicas, então precisam se deslocar até a escola para receber o material impresso e realizar a atividade sem auxílio do professor.

Além disso, nós professores temos que nos desdobrar para preparar atividades diferenciadas que despertem o interesse do estudante, sem saber quais condições eles apresentam em casa para realizarem as mesmas e sem poder exigir deles por isso.


terça-feira, 5 de maio de 2020

para além do Acesso Remoto, Quem somos?

Hoje são 02 de maio de um ano que nem sequer começou direito, do ano de 2020. São tantas questões que se colocam para refletir e pensar neste momento, mas pra começar, precisávamos escolher uma. E chegamos à conclusão, a educação para além do acesso remoto. 

Não precisava ser professora para saber todos, ou quase todos os problemas que existem referentes ao sistema educacional em nosso país, principalmente agora, nesse momento tão delicado. Acredito que ninguém da minha geração imaginou viver uma “pandemia planetária”. E essa ideia de falar sobre isso não surgiu porque estamos em casa confinadas, apenas colocando a conversa em dia por redes sociais, pelo contrário, surgiu por estarmos imersas a uma gama de afazeres e demandas de trabalho, talvez nunca antes experenciados por muitos e muitas de nós, pelo menos nessa composição do Acesso Remoto, e em outros casos, a Educação a Distancia (EAD).

Com a pandemia do Covid-19 várias discussões vieram à tona, dentre elas, dúvidas e anseios. Os órgãos competentes ligados à educação começaram a articular toda uma logística sobre o que deve ou pode ser utilizado nos seguimentos educacionais. Estas discussões levantam questões muito pertinentes, tais como o uso da EAD para suprir as aulas presenciais. Qual é a grande questão? A grande questão é: todas as pessoas (crianças, jovens e adultos) possuem condições, acesso a internet e meios digitais? Esta alternativa supre as diversas necessidades ou todas as demandas que a educação exige? Será que de alguma forma, não estamos, mais uma vez, delimitando quem pode ou não pode ter acesso? Ou isso é reflexo de uma desigualdade social eminente no nosso país que a pandemia evidenciou ainda mais? Essas e muitas outras questões de extrema relevância se tornam urgentes na pauta da educação, sendo mais comprovadas nesse momento, e não poderia ser diferente, por todos os fatores que conhecemos. 

A metodologia do Ensino a Distância é uma possibilidade e um caminho, e embora seja eficiente, não tivemos tempo de aprender e nos preparar. A EaD representa a inovação, a tecnologia e o acesso à Educação. Desde sua origem foi criada com a finalidade de dar acesso. No entanto, nossa realidade social não é assim estruturada, e a adaptação precisava ter sido pensada e analisada com cuidado, mas não tivemos tempo. As exigências foram impostas e essa preocupação legítima pode ser mais agravada pela “Guerra” Ideológica e cultural instaurada mesmo antes da pandemia, tornando-se agora um grande pavio de pólvora.

E além de tudo isso, os “bastidores” desse cenário não são pontuados. Trata-se do “ser humano e suas fragilidades”, discentes e docentes vivenciam de forma mais efetiva e afetiva suas emoções, tristezas, preocupações, inseguranças, ansiedades, entre outros sentimentos que estão à flor da pele. Não, não estou falando mais de preparar material, conhecer plataforma, estudar estratégia, estudar o conteúdo, formular questões... Não, não são estas funções que me refiro agora. Estou falando do oficio da professora enquanto “lugar de paz”, espaço de “escuta”. 

Para além de todo o cenário retratado, agora no final de abril começamos a atender ligações e receber mensagens revelando uma nova estatística do governo, a que vem com nomenclatura. Os números se tornaram nomes. São mães, pais, filhas, filhos, tias, tios, avós, avôs, amigas, amigos... Agora, no final de abril, percebemos que no exercício da nossa função não chegávamos apenas na casa dos (as) nossos (as) alunos (as). Não mais víamos “só” os detalhes da casa ou conhecíamos a família, agora entramos na categoria de quem conforta, de quem escuta, de quem se configura de esperança, de quem se transforma em confiança... Nossa função agora se reveste de humanidade. 

Esse exercício de compartilhar, de doar e de construir conhecimento, mesmo já fazendo parte da rotina dos professores e professoras, agora se amplia em um processo muito maior e muito mais humanizado. Nosso olhar se expande a cada ausência na tela do computador. E não é diferente das tecnologias que estamos aprendendo a usar, estamos aprendendo quem somos por dentro. Estamos aprendendo de maneira intensiva sobre o “outro”, sobre “respeito”, sobre “dores”, sobre esse “amor tão desmedido”, na verdade nem sabemos explicar muito bem. 

Nossa função de construir conhecimento se ampliou para além do acesso remoto. Estamos experenciando filosofias estudadas uma vida inteira. Testando teorias e entendendo que muito mais amplo que nosso conhecimento teórico e prático de formação é a nossa capacidade de “olhar” o outro. Não me refiro a “ver”, me refiro a olhar. Olhar com cuidado, olhar com respeito, olhar com solidariedade. Nossa função agora se transformou em um exercício constante de aprendizado. Estamos aprendendo sobre limites, controle, respeito e companheirismo. Estamos enfim, aprendendo muito mais sobre pessoas. Essas questões muitas vezes ficam perdidas ou despercebidas na correria constante dos nossos dias, mediante a grande demanda de atribuições, e na Educação, seja pública ou privada, ensino básico ou superior, não é diferente. 

E o futuro? Não fazemos ideia do que será o futuro. Sabemos que iremos enfrentar o trauma Pós-Covid-19. Ninguém colocou na agenda de 2020 tamanha excepcionalidade ou se preparou para enfrentar esse caos que o mundo vivencia. Lidamos com a incerteza de tudo, com a fragilidade e os medos. São tantas particularidades para poucas prioridades que a professora de história sai do tangível e mergulha no intangível, se tornando a “linha de frente”, que mesmo se sentindo impotente cuida da fragilidade do outro. Ressalto que esta não é uma práxis que encontramos em livros ou artigos acadêmicos, nem para isso estávamos preparadas, por isso a intenção não foi de produzir um texto com citações de teóricos e pesquisadores da educação e áreas afins, mas expressar o que estamos vivendo, sentindo e percebendo em nós, professoras e no outro, nossos (as) alunos(as) e suas famílias. É no espaço de trabalho, no ambiente educacional, que todas as fragilidades sociais em suas mais diversas faces, desaguam, e como em curso contrário, grita e implora para voltar ao seu fluxo natural. E quem somos nós? Somos apenas, professoras, para além do Acesso Remoto. 

Cinthia Cecília de Lima
Graduada em História e Especialista em História da Paraíba
Professora de História da Educação Básica
Presidente da ONG Memória Viva
Membro com conselho Municipal de Educação

Márcia de Albuquerque  Alves
Graduada, Especialista e Mestra em História
Professora do Ensino Superior Privado 
Membro da Academia Paraibana de Letras, 
Ciências e Artes do Vale do Mamanguape - ALCA

Você sabe o que é Racismo? – Relato de uma Professora de Literatura em Aula de Acesso Remoto

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. Você sabe o que é racismo? Isso mesmo, início a minha fala en...